sexta-feira, 15 de outubro de 2010
o outro de mim mesma
o outro já não me é estranho, parece que carrega em si um espelho, que vive a me refletir por aí. há muitos outros e em todos estes, que nem são tão outros, há a minha estampa costurada. existe um fio comum nessa mistura de gente. foi só quando eu me descobri assim diluída em tantos olhos que eu pude tocar a minha nudez. abandonei a velha posição já confortável do meu corpo e me inclinei em outras formas de mim mesma. parecia que eu me alimentava daquilo que era do outro, mas era bem verdade que era de mim mesma. eu estava ali, em mim, no outro, entre.
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