mutilava a superfície da pele pra matar algo que sufocava lá dentro. vivia a morte diária das sensações. tudo fazia parte deste mundo já debaixo da terra, dentro do caixão. se por ventura ela ainda respirava era por falta de coragem de ir fundo nos cortes que fazia. esgotaria a dor num fechar de olhos até a morte dos desejos. talvez só assim ela começasse então a viver...
(inspirado no fime "Garota Interrompida")
domingo, 13 de março de 2011
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