sexta-feira, 10 de abril de 2009
notas de um certo violão
pra ele eu queria dar bem mais que aquelas palavras cantadas com cordas de violão. imagina. ele disse que aprendeu a tocar a música por minha causa. eu achei muito delicado, muito mais do que os bordados que minha avó costurava na barra das minhas saias de criança. abri os dedos e me escondi entre as frestas que me escapavam. sorria mais do que a pele permitia. vi surgir bem ali, atrás do banco da nossa praça, uma voz de verdade. ele falava comigo. bem pertinho. dava pra sentir a respiração fazendo carinho nos caminhos ao redor do meu ouvido. quando acabou a música me faltou qualquer coisa pra imitar um beijo. silêncio. ele subindo a janela pelas tranças que esqueci fora da janela. príncipe de computador na mochila. eu me apaixonei. pra além das fronteiras deste continente africano. agora explodo. agora a água segue agitada com o calor que a ferve. agora... e sempre...
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