quinta-feira, 30 de agosto de 2012
corpo que me pertence
escondia-se por trás dos panos coloridos, das estampas chamativas, do girar das saias, do choque dos tons, até pintar outras cores, fazendo sobressair o tom da pele, as roupas se tornavama adereços pra um corpo atraente por si só, não se tratava de curvas bem definidas, mas da posse do corpo. abandonava o esconderijo que a exibia. agora refletia-se no próprio espelho, não daqueles que nos evidendiam imagens, enxergava-se num espelho traduzido pelas retinas. eram os olhos a fonte de revelação.
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