as cercas contornando as posses, o dinheiro comprando territórios, o homem se apropriando do objeto. acumulam-se os pertences, ao mesmo tempo que alimenta-se a ilusão de pertencimento. incorpora-se a idéia de que aquilo que é meu, não pode ser do outro, e que desta forma, o outro não teria direito àquilo que é meu. primeiro a compra, depois a posse. ideologia. não há posse de fato.
eu queria estar viva quando as casas se tornassem públicas, e a gente pudesse percorrer o mundo, um pouco assim, sem endereço. faríamos casas sem muros, sem grades, sem cercas elétricas, sem chaves. seria responsabilidade minha o bem-estar do meu vizinho. seríamos coletivo e a vida aconteceria menos entre quatro paredes. daríamos bom dia, e nos sentaríamos todas as manhãs em volta da mesa, bem onde a sombra esqueceu de pousar.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
eu até olho, mas não vejo nada
ao olhar pra você, ainda que pondo meus olhos fixos em você, invariavelmente te perco. poderia supor que isso que evapora quando te olho é ...
-
mas pra isso é preciso desejar sincero e profundo, ao ponto da rua ser toda sem saída, sendo o ponto de chegada o mesmo ponto de partida. ca...
-
daqui de baixo parece que a Lua cabe na palma da minha mão, as vezes o céu surge tão perto dos olhos que chego a tentar catar estrelas pra g...
-
ao olhar pra você, ainda que pondo meus olhos fixos em você, invariavelmente te perco. poderia supor que isso que evapora quando te olho é ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário