contava-me sua história de ausências, contava-me porque eu perguntava, não havia ali desejo algum de mudança, era tudo por força de lei, pra além do pacto social não existia estrada, e eu continuava com as minhas interrogações, com a ilusão de incluir curvas no amanhã, acontece que tem passado que escorre até chegar no futuro, e alcança os dias que se seguem, mas eu continuava fazendo perguntas, mesmo que eu nem imaginasse as respostas, ouvia os relatos da vida real, e em seguida voltava pro meu quarto cheio de varandas, estou farta de escrever as histórias, sinto-me exausta de idéias presas em papéis, há que se reiventar o mundo, e acabar com a reincidência das faltas, é preciso esboçar sentido neste fluxo que faz do menino uma marionete do Estado, o menino tem que participar, e não simplesmente obedecer.
terça-feira, 31 de julho de 2012
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eu até olho, mas não vejo nada
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mas pra isso é preciso desejar sincero e profundo, ao ponto da rua ser toda sem saída, sendo o ponto de chegada o mesmo ponto de partida. ca...
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