quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
poesia: minha única posse
depois de um tempo (muito tempo) passei a preferir nomes comuns: Maria, acompanhada de mais alguém, ou de uma Flor, e João, que por si só já basta, tornaram-se meus prediletos. a ornamentação saiu de moda (só por aqui), comecei a decorar minha casa com palavras na parede. é... agora tenho um lar poético. ainda não consegui a casa dos meus sonhos: sem teto, de vidro, em alto-mar, porém visito moradas alheias como se fossem minhas. tudo que eu acho bonito se torna meu, e isso não tem nada a ver com posse. aliás, o que eu verdadeiramente tenho é somente a poesia, e mesma esta, nem sempre. em tempos de miudezas, aceitei-me pequena, e não tão de repente assim, percebi-me oceano, gota, oceano.
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