sexta-feira, 31 de julho de 2009

nada que é dor dura em mim. nada que não tenha cor. um dia é suficiente. tudo se lava, com o sabão dos olhos de criança.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

até quando eles vão ficar me dizendo até onde eu posso ir? até quando? MERDA!

grandes alturas

essa minha vontade de provar de todas as coisas, até aquelas que machucam, vai me levar lá. eu também gosto de pular bem na ponta da faca afiada. o oceano não é sempre o lugar mais macio pra se atirar...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

um fingimento bem consciente

abriu a porta da sala como quem havia ficado presa por um longo tempo sem data. saiu e deixou aberto o lugar fechado por paredes. quis esquecer a tinta que havia usado nos painéis daquela casa. é que quando se fica muito tempo em um lugar acaba se criando imagens mesmo nas paredes limpas de tinta branca. cada espaço emoldurado pelo vento começa a ter um sentido. nem adiantava apagar a luz. o lugar vivia dentro dela. até os cantos daquela casa contavam histórias. ela só tentou se enganar saindo de lá...

você enxerga?

a lua agora me parece o sol de meio-dia. ingênuos aqueles que pensam que não há disfarces. não percebem o excesso de estrelas pra conter a escuridão. usam óculos escuros de dia e fecham as cortinas a noite. e os testes dizem que eles enxergam. eu tenho certeza de que os olhos são mais sensíveis do que a pele. são eles que nos denunciam, que nos contradizem, que nos obrigam. se enxergares, pronto, não tem volta. vais apaixonar. é simples isso. é uma questão de esticar bem as pupilas. ele é como eu, e por isso tenho tanto medo dele...

terça-feira, 28 de julho de 2009

desordem!

está difícil recomeçar a escrever. não consigo encontrar o começo da linha. está tudo embolado, cheio de nós, despedaçado. ficar muito tempo sem organizar as letras em palavras me deixa passageira de uma vida inteira. mas falta pouco, muito pouco, pra eu entrar no próximo trem das sete horas.
tenho medo de pessoas como eu.

terça-feira, 21 de julho de 2009

caminhos de uma árvore

mesmo uma árvore, com uma raíz bem profunda, se confunde com tantas possibilidades de caminho... acaba formando troncos que vão de um lado pro outro, sem destino certo, sem uma direção em comum. eles querem apenas esticar os braços, a pele. não importa se é para baixo ou para cima. e de todas as árvores as maiores é que são as mais perdidas. mas elas sabem enganar. colocam folhas por cima de toda a confusão e pra nós que olhamos de longe acabamos pensando que tudo é uma coisa só. estas são pra mim as mais lindas de se ver...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

na legenda da foto ela escreveu: eu, eu mesma.
isso quer dizer que ela poderia ser alguém além dela mesma? estou em dúvida...