quinta-feira, 27 de setembro de 2007

destino certo, porém incerto

Quando acabou o show do Tizumba a primeira coisa que fiz foi olhar no relógio para ver se sua aula já tinha acabado. Ainda eram 22h30. Faltavam longos 10 minutos. A questão é que o tempo passou e você não apareceu... Será que está escondido? pensei... Será que quer me fazer uma surpresa? Não aceitava a simples hipótese de você simplesmente não estar lá... Esperei por mais 10 minutos. Fui desabafar meu sonho perdido com o flanelinha que tentou me acalmar: "outro dia uma mulher estava esperando uma pessoa... ela esperou por muito tempo... E depois foi descobrir que ela não viera porque havia acontecido um acidente. Pode ser isso." Sim, poderia ser... mas eu sabia que não era. Neste dia eu fui maté mais generosa e dei R$1,50 ao flanelinha que quis acreditar em parte do meu sonho.

Liguei o carro e a cada esquina tentava encontrá-lo no rosto de outros homens, só que nunca o achava... Perguntava pro meu coração qual seria o motivo da sua ausência... e nem ele sabia responder... não sabia... não poderia saber... e no meio do caminho minha maior companheira dos meus devaneios disse: "nossa, já são meia-noite." eu respondi com toda a certeza que o relógio dela estava errado, pois ainda era 22h50, 20 minutos após a sua aula... fui conferir e eis a resposta que precisava: era meia-noite e você não pôde me esperar... pra não dizer que não quis. Assim meus sonhos começaram a voltar, um novo despertar dos olhos... uma nova visão, por cima do muro...

Cheguei em casa mais serena, mas não tanto quanto estaria se o nosso encontro estivesse concretizado. Tive que desfazer os meus planos: guardei o cobertor que levei pra você não sentir frio. Tinha planejado olhar para as estrelas e ver seus olhos se fecharem como uma pintura em meio aquele quadro imaginado. Tinha levado músicas, livros, tinha me levado por completo. Naquela noite eu estava ali, como dizem: de corpo e alma. Mas você não veio... Quis que meu sono chegasse rápido para adormecer a minha queda...


Coloquei meu celular para despertar mais cedo... novas idéias já começam a brotar.... Nesta noite meu sono não foi profundo, pois já estava a espera do próximo dia. Passei um perfume pelo meu corpo imaginando que você poderia sentí-lo e fui... como quem vai para outro mundo... 7h20 eu estava na porta da sua casa... 7h40 e nada... mandei uma mensagem pelo celular: "estou te esperando. desça rápido." 7h50 e você não havia descido. Liguei pra você... o celular só chamava, mas do outro lado da linha ninguém atendia. Você não tem mesmo jeito de quem se mantém conectado por um aparelho. 8h, hora do meu trabalho... fui embora. E quando olhei pra trás: você !!!! esperei você passar e cadê? você saiu pela outra saída... destino certo, mas tão incerto...

E agora... aqui estou eu: de volta a realidade, com pontas de um quadrado. Ainda bem que todos sabem que a qualquer momento eu comçeo tudo outra vez, de novo, novamente... nunca pela última vez e sempre como se fosse a primeira...

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