sexta-feira, 22 de outubro de 2010

olhos que pedem tato

acima de todas aquelas nuvens deve existir um guarda-chuva bem grande que proteje todos aqueles que lá moram dos pingos d'água e dos tempos de trovões. é uma espécie de telhado que cobre todo o universo e não deixa nada entrar, mas também não deixa nada sair. quem está lá em cima não consegue gritar alto o suficiente pra que a gente escute aqui em baixo. estando em um lugar tão distante assim é perigoso ver as coisas lá embaixo muito pequeninas, assim como é angustiante imaginar que as coisas lá em cima são muito maiores do que as que existem cá embaixo. esse infinito que existe entre estes dois mundos é muito maior dos que os meus olhos e ficam me cegando de tal forma a me impedir de ver o que há por trás daquele círculo que de tempos em tempos se enche de luz. há um limite para aquilo que se pode ver, chega um tempo que os olhos pedem tato, pedem pele. e em tempos assim se alguém nos chega cheio de imagem isto é quase nada pra olhos desesperados por um beijo seu.

2 comentários:

  1. "há um limite para aquilo que se pode ver, chega um tempo que os olhos pedem tato, pedem pele"

    e a voz pele silêncio

    e precisamos do que vai além dos sentidos,
    né?

    Sim Débora, voltarei.
    Suas palavras são boas e obrigada pela recepção.

    =D

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  2. Samis, e chegando lá, neste tal além de nós mesmos, não há de querermos voltar para cá...

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