domingo, 28 de setembro de 2008

parênteses

Entre eu e a África existem pessoas. Encontrá-las no meio disso tudo faz doer mais do que sorrir. Já no primeiro abraço começa a contagem regressiva e é incrível como o relógio acelera sem nem perguntar sobre a minha velocidade. Matar saudades é impossível. Nessa semana eu reencontrei meus pais. Fui para West Palm Beach, na Flórida, onde minha tia mora. Quando vi minha família atrás do vidro do aeroporto eu corri mais que os pés. Me desfiz num abraço cheio de pele, de mãos, de corações. Foram dias de um corpo só, de um único quarto, de uma só voz. Foram várias as vezes que eu parei para admirá-los, mas as lágrimas chegavam rápido demais e eu logo fazia os olhos perderem o foco. Não consegui disfarçar quando meu pai me parou pra uma daquelas conversas longas. Acho que ele ainda não sabe que cresci, que já sou mulher. E sinceramente eu faço de tudo pra ele não perceber... pra eu poder ter pra sempre aquele colo. Na última noite foi difícil manter o silêncio... eu ouvi cada soluço da minha mãe. Fez sangrar demais dentro de mim... eu chorei baixinho pra ela não pensar que eu sentia o mesmo que ela. Segurei firme as mãos finas dela... pra dizer com a pele que estaria com ela onde quer que eu estivesse. Espero que ela tenha entendido...

4 comentários:

  1. são eles que fazem ser assim. pai e mãe!

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  2. Debinha vc é demais !!! Até me fez chorar !!!! Bjo grande ! Saudades...

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  3. não posso ser demais, apenas o suficiente...

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