segunda-feira, 5 de abril de 2010

por pensar demais...

e aquilo que eu penso é na maioria das vezes dispensável. é uma gota, é um grão, as vezes nem gota, nem grão. seria melhor se eu parasse de estimular tanto os meus pensamentos. talvez eu fosse mais livre de mim mesma, talvez eu flutuasse mais. pensando assim, com esse excesso todo, eu vou chegar até lá em cima pra depois ter que viver descendo. não existem níveis, não existem posições, não existem espelhos. existem pessoas que respiram, a sua maneira, o seu ar, mas que respiram. por favor, peço que respeitem o pulmão de cada um. pouco importa se absorve poluição, oxigênio, farpas, lágrimas, dores, esperança, ou qualquer coisa que seja. cada um estica o tanto que pode, o tanto que convem. e não cabe a ninguém inventar que consegue subir no degrau mais alto e ver as coisas miúdas da terra. não existem óculos assim, não existem olhos assim. todos enxergam, e cada realidade é totalmente diferente da outra. ainda que alguém consiga entender uma linha é quase como se não conseguisse compreender absolutamente nada. não há mesmo pares, há indíviduos. é essencial perceber isso. o outro pode criar o mundo que ele quiser, é o mundo dele, não o seu. não tem que ser como o seu, tem que ser como o dele. vamos lá! vamos sair do palco, vamos parar de achar que as luzes estão sempre em nós mesmos. não, elas não estão. as luzes são para todos e a intensidade é uma escolha sem valor. é tempo de respeito, de aceitação das diferenças. é tempo de amor, de aprender a amar, coisa que talvez eu nunca tenha aprendido.

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