domingo, 9 de outubro de 2011

promessas com data de validade

qualquer que seja a promessa será sempre verdadeira, mas, talvez, amanhã já não o seja, verdades são temporais, dependem da temperatura ambiente, do que o corpo traduz em forma de sentido aos olhos, depende do que chega a pele e cria tempestades em dias de brisa programada, esta tende a ser a minha maior fragilidade, e de tanto escapar-me dos meus próprios trilhos descubro-me diante de um calendário sem datas, todos os dias parecem convergir para o segundo que acaba de passar, eu acabo me perdendo nesta rotação permanente do solo que hipoteticamente me serve de cais, invento nos braços dele a minha proteção, visto-me desta armadura feita de amor sem promessa, amor em tempo real, concluo que protejo-me dele, antecipo as curvas, me preparo diariamente para a promessa já empoeirada dos desejos de ontem.

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