sexta-feira, 29 de agosto de 2008

realidade minha

Eu vim correndo pra ver se encontrava vivas as suas palavras. Mas assim como outras tantas vezes li minha memória de páginas amarelas por tantas releituras. Entre as lembranças fui abrir a cortina. Meus olhos arderam um pouco com a claridade. Era um dia laranja. Nem pude esperar pra trocar o pijama... a grama também é minha cama. Foi nessa hora que olhei pra trás e vi você passando. Andava devagar e trazia nos lábios letras. Cantava baixinho, pro coração sentir que era em sua homenagem. Na mão esquerda trazia uma flor. Aquela que você achou no caminho e fez lembrar-se de mim. Exagero seu me enxergar naquelas pétalas vermelhas.

Arrepiei por ver você se aproximando. Quanto mais a distância se desfazia mais tempo parecia demorar a sua chegada. Eu fui perdendo as reações. Apertei as mãos e minhas unhas marcaram a pele. E você chegou! Me tirou do chão... feito susto. Vi todos os ângulos nos braços seus. Você me rodando e eu tentando acreditar. Combinou com meu vestido rosa de bolinhas brancas, próprio pra suportar muito vento. Quis descer um degrau pra recuperar o fôlego, mas a altura já era grande demais. Você não parava...

Me colocou no chão como se eu fosse algodão e me tirou o ar que restava com a sua janela da alma. Roubei seu ar num beijo. Nosso primeiro beijo. Só então pude perceber de quanta realidade você é feito.

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