quinta-feira, 26 de novembro de 2009

essa menina existe

para encontrá-la espere chegar a noite, um pouco depois da noite, eu diria. espere chegar a madrugada. ela se envolve nas sombras do sol que ela carrega nas mãos. fica debaixo do verde a espera da menor fresta de luz surgir pra fechar as janelas. aí ela corre dos outros, aí ela repousa em si mesma. envolve o corpo numa seda branca e desliza por centímetros acima do chão. faz isso até ser engolida por um bocejo de bom dia. abre os olhos quando os ponteiros já desceram a serra e o céu já começou a se pintar. rasga as cortinas, escancara a vida e se debruça inteira no pôr-do-sol. quando resta o degradê ela paralisa os troncos das árvores que cresceram na frente do desenho que se formou. cada entardecer uma pintura.

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