quando a pele descobrir na brisa que envolve os espaços livres de concreto a sua melhor carícia, quando o despertar da fome se saciar com qualquer pedaço de sabor, quando os olhos abandonarem os espelhos, quando o corpo perder o desejo por outro, quando a matéria deixar de ser possuída, quando o homem enfim compreender a impermanência de todas as coisas, inclusive de si mesmo, quando isso acontecer aí então poderemos seguir adiante.
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