quinta-feira, 26 de agosto de 2010

você é racista?

há uma cegueira imensa naquilo que se diz humano. entre outras tantas, uma delas está no fato de concordar que o branco é a cor da paz, cor da cura que veste os médicos, enquanto o preto é a cor que imita a sujeira, cor que colore a guerra. quem foi que disse que o cabelo liso é o bom? feche os olhos e imagine uma pessoa bonita... será que ela traz pele pintada de preto e cabelos crespos? que beleza é essa que já nos vem ditada? e não me venha dizer que você, justo você, não é racista...

6 comentários:

  1. Convenções, nada mais. Racismo é outra coisa.

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  2. Chiz, não me parecem meras convenções, mas um pensamento que de tão enraizado passa despercebido. o racismo é amplo sim, é verdade. mas ele está nas ações, nas formas de pensamento, nas formas de ver o mundo. estas convenções só fazem fortalecer algo tão complexo de ser superado.

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  3. Polêmico!

    Concordo que há
    uma ditadura da beleza:
    padrões definidos pela mídia.
    Injustos.
    Desnecessários.
    Fúteis.

    Mas você já reparou,
    por outro lado,
    como estão todos insatisfeitos
    diante do espelho?

    A negra, de cabelo crespo,
    faz alisamento.
    A branca, de pele clara,
    bronzeamento.
    Pílulas, cremes e injeções
    anti-envelhecimento.

    A questão parece
    transceder ao racismo...

    Beijo,
    Doce de Lira

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  4. Olá Renata, no seu comentário vejo dois caminhos que em algum momento podem se cruzar. os dias de hoje me lembram os tempos de Esparta, quando os homens deveriam ser perfeitos para a luta e as mulheres perfeitas para a casa, e caso contrário, deveriam ser eliminados. há hoje uma busca por um certo estado exato das coisas, como se pessoas coubessem em definições matemáticas. há um esteriótipo de beleza, isso não podemos negar. há uma curva bem definida pelo corpo, há uma forma de vestir com modelos já previstos, há uma forma de agir dentro de certos limites, entre tantos outros detalhes. convivendo com este padrão imposto sobrevive uma contradição: a emersão de grupos que defendem o seu espaço por meio de identidades bem destacadas. aí você vê patricinhas, hippies, emos, skatistas, roqueiros... o que me intriga é ver que mesmo entre tantas diferenças os tais padrões ainda consegue se encontram estampados por aí... e então há este caminho, e por outro lado, seguindo em outra direção, há o racismo velado pelas relações que negam a sua existência, pelas expressões já banalizadas carregadas de conceitos extremamente negativos... o racismo é uma faceta desse todo... e eu não diria que uma branca ao fazer bronzeamente busca, desta forma, pintar-se de negritude. passa bem longe disso, na verdade. o "ideal" estético da sociedade brasileira está longe de estar nos traços negros...

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