sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

as parades do meu quarto

um quarto de pensamentos vivos nas paredes. descendo e subindo as escadas molhadas de desejos. paredes pintadas com mãos de necessidades coloridas. nada muito liso, nada muito comercial, nada muito perfeito. paredes pra serem pedaços de papel um pouco mais sólidos. nas paredes do meu quarto eu quero pintar tantas coisas que eu irei precisar do teto, do chão e de mim. escrevendo no teto a frase irá continuar pelos meus fios, passando pelas montanhas do meu rosto, descendo o pescoço, deslizando na barriga, morrendo no calcanhar. os pensamentos precisam ser destacados, grifados, sublinhados. eu penso tantas coisas e aquelas coisas que eu não digo é como se não existissem. é urgente retirar de mim e colocar no mundo todas as minhas vibrações. pra que sejam suas e assim nossas.

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