terça-feira, 22 de dezembro de 2009

para papai noel

papai noel, pena eu já ser velhinha o suficiente pra saber que você é de papel. eu já não tenho nem idade pra acreditar que os pedidos de uma carta possam se tornar realidade. é que meus desejos, papai noel, já não são de criança, apesar de que há em mim muita esperança. eu queria só um detalhe: que gente pudesse acreditar em gente. que eu pudesse usar as mesmas vendas da minha infância sem receio de arranhar a pele de repente. que eu não precisasse usar tabuleiros de jogos no chão que piso. que eu pudesse seguir sem aviso. que qualquer ação nas esquinas do mundo fossem contornadas de amor. que não fosse apenas um favor. queria que fosse assim. pra que eu pudesse deixar pra sempre abertas as minhas janelas de cetim.

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