sábado, 7 de junho de 2008

Clarice

na verdade Clarice não é de um lugar específico deste mundo. isso de dizer que é de alguma cidade limita a pessoa. ela não pertence a um espaço determinado. ela apenas nasceu em uma cidade determinada, em Belo Horizonte pra ser mais exata. talvez Clarice seja um pouco eu mesma, mas sei que não a sou por completo. Clarice é poesia… e eu não sou apenas versos. as rimas nem sempre são suficientes.

nasceram lisos os cabelos dessa menina… mas de tanto ela ficar no mar ele acabou por absorver as ondas. o comprimento varia de acordo com o humor. as bochechas são rosas… e isso encanta. o rosto sempre rosado de emoções a flor da pele. na pele os fios vivem em pé. as vezes se cansam, mas por pouco tempo. os olhos são reflexos da alma. basta olhá-los para ler Clarice, mas isto não quer dizer que ela seja um livro explicado em páginas. ela não se traduz de nenhuma forma… as mãos sempre saem borradas na fotos. os pés se atropelam com as trilhas sonoras. o corpo não é violão. ela nem gosta de corpo. prefere o olhar que deixa rosada a pele, sempre tão rosa por natureza. Clarice é assim… mas de tempos em tempos ela se refaz. ela não tem bem um conceito, por assim se dizer borboleta…

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